...take hold of your time here... give some meanings to the means...**
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***** giu, li ou ana. aqui..
no sul, desenhando alguma coisa. em outro lugar escrevendo sobre agora e depois **
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janeiro 30, 2006
toda vez que olho tem alguma janela com luz. e lá tem um homem sem camisa na sacada. uma mulher secando os cabelos- semi-nua- na outra. tem alguém imóvel – parece, pela distância. e na terceira... um casal olhando na minha direção. rear window? quase, mas esses personagens são rápidos, momentâneos. são do hotel que mora na minha frente, com a falsa liberdade de quem não esta em casa.
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a batalha com as fôrmas de gelo eu venci. elas resistiam unidas, firmes e imóveis quando apelei: francamente, a função de vocês no mundo é esta – mostrando o copo com água quente. desistiram! se entregaram! bebi em um gole só; sequei os labios com a mão; bati o copo na mesa; limpei da porta o sangue; servi mais água….sem culpa… mesmo depois de tanta crueldade.
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agora que já estamos indo.. posso perguntar pelos motivos? lembra das razões? nem eu, e quer saber? já nem importa mais.
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janeiro 28, 2006
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..era o cão.
o ano do cão chegando..
virando..
;)
**posted by giulianna
07:15 PM
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janeiro 27, 2006
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fico feliz. a casa ganha luminárias.
pedaços são valorizados, cantos se modificam.
descubro novas cores na mesma parede.
fico feliz, e posso, com um suco
de manga. de caixinha.
e depois, porque eu quero, com o
vazio que deixa de ser.
até com a praça cercada para obras – na metade
que começo, me levando por outra entrada, me
colocando em outro caminho (com ou sem significados) –
me deixo ficar assim.
e assim eu fico, com os momentos entrelaçados,
orgulho fofo pra notícias que chegam boas,
grandes e perfeitas.
fico mais ainda, preparando a festa.
nesse de hoje: especial e particular de
quem sabe bem – e duas vezes mais –
como fazer esse feliz se repetir.
e, satisfeita. porque dessa janela..
as vezes o mundo até parece um
lugar seguro. pelo menos hoje.
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**posted by giulianna
11:53 AM
Comments (3)
janeiro 22, 2006
comecei cedo. há dias começo cedo. depois que joguei fora os despertadores virei um; sempre cinco ou dez minutos adiantado. um pouco culpa daquela luz que, propositalmente, deixo entrar.. aquela que já falei aqui em outubro, em setembro, em novembro e dezembro.. depois que mudei o endereço, depois que mudei.
me arrasto até o aparelho, desço miles da pilha, quebro o silêncio exagerado desse dia. escapo tentando decidir se vai ser café, chá ou suco de laranja. faço as curvas com a xícara na mão. me escondo do trabalho entre as paginas do dia.sem chances chego no programa. textos e conceitos na manhã de domingo.
o móvel dos livros, o armário do corredor e aquele do último quarto vão continuar esperando pela ordem dessa, porque o resto do dia é pra esperar a irmã que chega ao país. esperar fazendo o doce preferido, esperar na sombra.
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o tempo dobra. com o último sigur-rós chegando, perfeito, nos presentes.
janeiro 19, 2006
faltando uma hora pra acabar.. veio o convite: vamos embora?
ufa.. eu nao aguentava mais esse filme. . . ....
**posted by giulianna
11:37 PM
janeiro 17, 2006
Os dias foram repetidos. parecidos. fez o mesmo calor, fiz as mesmas coisas. até a chuva veio na mesma hora do dia com o mesmo nome. eu fiquei repetitiva. os mesmos programas, as mesmas idéias, as mesmas visitas.
repeti a fruta, mas também comi pêssego. outra vez fiquei na sacada olhando a chuva. mas dessa vez tinha um arco-íres e uma noiva na rua. o livro foi o mesmo. o filme não. eu fui a mesma. ela não.
** no tal bem-estar da vida até o tédio que o verão faz não pesa. até as pequenas tragédias - como a água invadindo o quarto - nos faz rir e aceitar.
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então o trem apita.
pra mudar um pouco.
de assunto.
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**posted by giulianna
11:34 AM
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janeiro 13, 2006
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Prepare uma dose, ou duas, de absolut mandarin com 3 pedras de gelo. vai pra sacada ver o dia desaparecer, escutando – volume 4 em diante - console. não esquece de tirar os sapatos. Depois me conta se o clichê funciona ai também!
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**posted by giulianna
07:20 PM
janeiro 11, 2006
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no caminho para o trabalho tenho uma praça e 3 quadras. é fácil. menos ontem: na metade da primeira parte senti os 80 anos de caminhada pesarem. quantos graus? 40? 50?
no caminho da volta.. mudei. fiz em linha reta. sem praça. e veio a chuva. muita chuva. chuva boa. chuva grossa. não corri. pelo contrário. de mãos dadas tomamos um banho de chuva de criança. nem lembro a última vez que fiz isso. ( exagero! lembro sim!) ninguém tentou escapar: nem nós, nem as pessoas que andavam na rua. quantos graus? 30? 40?
toda vez que eu olho pela janela vejo um índio de costas. segurando um arco
e uma flecha. também vejo dois coqueiros. e as vezes morcegos. CE.
abro o olho e vejo Berlin. em preto e branco. Der Himmer Über berlin – primeira cena. seis da manha e eu vendo filme na tv. chamem por ela. começa com L e pode ser assim.
no preconceito com o lado esquerdo dos blocos... viro a agenda de cabeça para baixo. pronto. estamos resolvidos até zero seis chegar no final do mês – em forma de outro charmoso moleskine italiano.
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**posted by giulianna
05:21 PM
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janeiro 08, 2006
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é verão, hoje é verão, muito verão. em dupla na sombra de uma árvore, na beira da água. duas cadeiras, uma mesa branca. chá gelado por muitos cubos em copos amarelos. três livros e algumas revistas nos acompanham. duas borboletas, um beija flor, uma abelha e uma cigarra. mergulhamos.
o vento é quente; balança misturando o som dos pássaros, do movimento da água, da cigarra. ponho na mesa um vaso branco, pequeno, com cinco flores. temos uvas.
a borboleta é branca. pousa na bravo e ganha o nome fernanda. tiro os óculos e o chapéu pra ela. devolve parando no meu braço esquerdo. ficamos assim ate esquecermos. mergulhamos.
o barulho da louça avisa a hora. almoço. ostras.
as janelas batem. o vento não é mais quente; fica forte e fresco. folhas tapam a água. o céu apaga o azul. recolho as revistas e os livros. é verão.
viramos. sobremesa no chão da sala. o vento gelado faz barulho. um vaso também, na sacada. pinga na rua. um filme é escolhido para o hoje - que vira outro. outro dia de verão.
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**posted by giulianna
06:39 PM
Comments (4)
janeiro 06, 2006
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Eu não cuido mais das minhas plantas como antes. Mas elas passam bem.
Ficaram independentes dessa mãe.
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**posted by giulianna
03:57 PM
Comments (1)
janeiro 03, 2006
para começar
O ritmo é o que acelera e empurra. Boa Sobrecarga de trabalho, boa sobrecarga de eventos, de brindes, de amigos. E um artigo no meio do caminho procura espaço, chama o tempo – avisa que ta na hora de alargar as medidas.
Depois que preparei o doce, deixando a cozinha stressada com minha presença, sonhei por 30 minutos. Quando acordei vi e depois esqueci. Vi e lembrei ontem. Era redondo e transparente, como uma bolha de sabão. Só o contorno e nem sempre ele. Persegui o movimento. fugia. Persegui. Ali, deitada no sofá- arredado. Uma bolha flutuando no céu do ultimo dia. Sem alarde meu ou deles. Só poderia ser assim: uma bolha transparente.
Esse mesmo começou cedo. cedo para o fim do ontem. Cedo e com pressa. Horário marcado e eu seis minutos depois. Funcionou o tempo. Entendeu. Quando terminei só pensava em taças fartas de café. Forte, com um pouco de leite...acordar de vez. Sem guarda-chuva usei o capuz, serve. No caminho fui atribuindo outro significado, fui tirando o capuz.
A roda da fortuna, o mundo, a imperatriz...ilustradas com ursinhos-goma. Espalhadas no chão da sala. Esperando pelo tempo, mais uma vez – lembraram de avisar?
Sais que purificam dão inicio ao ritual. Musica alta completa. afastamos os moveis. Brindes lá e aqui. luz azul para as meninas que vão chegar.. tirando os sapatos... para dançarem descalças e divertidas nesse chão.
Depois o dia vai amanhecer violeta no quinto andar. Vamos namorar na sacada. Guardar a louça. ter uma certeza. Sem pensar no tempo. por pouco, para começar.
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