février 24, 2005

ainda sobre a conversa de ser quem a gente realmente é, me dei conta de que
isso não é possível. pelo menos não totalmente.
tem vezes em que eu sou a pessoa que eu mais desprezo. aquela que tem os piores defeitos e age de forma vergonhosa, é feia, sem caráter, baixa, pobre de espírito. eu odeio essa roberta em mim. e me envergonho ainda mais por não lutar pra que ela desapareça.
nessas horas, a libriana se divide em dois seres confusos e incomunicáveis entre si. embora uma diga que tudo está bem e não existe motivo pra tanta raiva e tamanho mau-humor, a outra se enfurece com tudo e todos ao redor e não se permite manter um diálogo racional. e explode.
e essa explosão machuca pessoas que nada têm a ver com o caso. rasga com força e desmancha em pedaços qualquer ínfima parte de boa vontade existente. e depois do bum fica o silêncio. aquele clima pesado no ar, de se cortar com facas ginsu.
o silêncio só é quebrado pela briga das duas vozes interiores. e uma terceira aparece pra dizer o quão patético é aquilo tudo.
um banho quente e um livro acalmam os ânimos. mas não trazem de volta um dia inteiro no inferno.

não somos quem queremos ser todo o tempo. somos aquilo que conseguimos fazer pra lidar com essas situações.

Posted by roberta at février 24, 2005 10:24 PM
Comments

para mim é mais fácil ser quem quero em alguns lugares do que outros...alguns lugares tem ciclos viciosos fortes demais...e explosões são inevitáveis...

Posted by: jo at février 25, 2005 09:52 AM

no msn, robs.berta. :)

Posted by: g. at février 25, 2005 02:30 AM