às vezes eu tenho certeza de quem eu sou. do meu lugar no mundo, das minhas posições, opiniões, participações. tenho claro do que preciso e do que gosto. o que eu quero e o que me é dispensavel. sei de onde eu vim e pra onde quero ir. sei mesmo o que fazer pra chegar la. sei o que represento e a minha exata importância pra cada um.
e às vezes... nada. me desaprendo. me perco, me confundo, duvido. não sei mais o que faz de mim unica. perco a importância, fico ali bem pequenininha, no canto sentada. pensando pra onde vou e porque quero ir. duvidando da minha posição, esquecendo das opiniões e sem a menor idéia de quem realmente eu sou.
é como construir um castelo de areia e no momento de colocar a bandeirinha na torre, bum. ele desmorona. ai é começar do zero. até a proxima onda.
dificil se construir, principalmente quando não se é feito de areia.
Posted by roberta at novembre 16, 2006 04:48 PMnossa... concordeixion sossaiti total! adorei a giu ali. que coisa...
Posted by: luluca at novembre 20, 2006 05:51 PMpô, total concordo e divido essas sensações!
mas assim vamos, construindo e desconstruindo castelos... ;)
gosto dos castelos de areia a la gaudí. o melhor é construir o castelo depois ver a onda levar. porque fica uma areia lisinha, perfeita pra construír outro. bjo robs.
Posted by: ju at novembre 17, 2006 07:34 PMexiste essa imagem. alguém sentado sobre a flor do vazio segurando os simbolos da transformação: a espada (para cortar a ilusão); uma serpente ( que se rejuvenesce trocando a pele); uma corrente que se quebra ( as limitações); e o yin/ yang ( a dualidade e sua transcendência)
.
então… poder abrir as oitenta e quatro mil portas do buda gautama.
sabe como?
nem eu.
mas acho que tem que chutar o castelinho antes. com vontade. por conta própria.
;)
acho que é a flexibilidade da areia que nos permite viver bem. construindo e reconstruindo a nós mesmos, as idéias, a vida. e se adaptando a cada onda, a cada chuva e ao sabor do vento.
acho que se fôssemos feitos de concreto, imutáveis, rígidos, quase eternos, estaríamos presos a uma mesma forma, a uma mesma idéia, a uma mesma vida.
mas para ser flexível é prciso ser forte. não é fácil mudar e continuar inteiro.
para alguns de nós - e acho que isso te inclui - é preciso mudar para continuar inteiro.
beijos
areia? algo parecido, não?
Posted by: carolina at novembre 17, 2006 12:26 AM