maníaca-depressiva, borderline ou esquizofrênica.
só mais um pouquinho e eu descubro qual meu diagnóstico.
isso se não me internarem antes.
ainda sobre a conversa de ser quem a gente realmente é, me dei conta de que
isso não é possível. pelo menos não totalmente.
tem vezes em que eu sou a pessoa que eu mais desprezo. aquela que tem os piores defeitos e age de forma vergonhosa, é feia, sem caráter, baixa, pobre de espírito. eu odeio essa roberta em mim. e me envergonho ainda mais por não lutar pra que ela desapareça.
nessas horas, a libriana se divide em dois seres confusos e incomunicáveis entre si. embora uma diga que tudo está bem e não existe motivo pra tanta raiva e tamanho mau-humor, a outra se enfurece com tudo e todos ao redor e não se permite manter um diálogo racional. e explode.
e essa explosão machuca pessoas que nada têm a ver com o caso. rasga com força e desmancha em pedaços qualquer ínfima parte de boa vontade existente. e depois do bum fica o silêncio. aquele clima pesado no ar, de se cortar com facas ginsu.
o silêncio só é quebrado pela briga das duas vozes interiores. e uma terceira aparece pra dizer o quão patético é aquilo tudo.
um banho quente e um livro acalmam os ânimos. mas não trazem de volta um dia inteiro no inferno.
não somos quem queremos ser todo o tempo. somos aquilo que conseguimos fazer pra lidar com essas situações.
tudo tem seu tempo. o próprio tempo tem o seu. não é fácil - mas é preciso - dar tempo ao tempo.
pra que o tempo tenha tempo pra resolver tudo a seu tempo. dê tempo ao tempo.
com o tempo a gente percebe: o tempo urge - o tempo sabe - o tempo cura.
mas quem tem tempo pra isso?

meio
meio a meio
meiomeio
meio assim
meia sim
meiassim
meia
meia definitivamente não é uma palavra bonita.
de cabeça cheia, sem post decente. muito pra falar ou pouco pra dividir? longe. distante? fora-do-lugar. vai ver são essas férias. férias teóricas, porque a cabeça não pára de trabalhar. alerta. funcionando. procuro um botão pra desligar. ou pra ligar o "relax". coisas legais, coisas ruins, coisas.
no fundo tem sempre um monte de tudo acontecendo e o que a gente sente depende do nosso ponto de vista. ou o nosso ponto de vista depende do que a gente sente?