tudo começou quando a gente foi no cinema, em um sabado desses e achei interessante essa "divulgação" pro filme fast food nation:
ai eu tirei essa foto ei em cima. em seguida veio uma menina dizendo que tinha filmado tudo. pediu meu nome e telefone, caso eles fossem usar o material e precisassem de autorização.
ta bem. passou.
então hoje, la estou eu no meu "ritual-bloglines-matinal", entro no brainstorm e me deparo com esse video. se a gente prestar beeeem atenção, la estou eu. escondida atras da câmera fotografica.
meus 15 milésimos de segundo de fama.
enquanto isso, aqui em são lourenço o dia amanhece nublado e lento.
uma chuva fina e nuvens que nos impedem de perceber que é dia. frio, mas não muito.
as promessas não são cumpridas e os planos são re-refeitos.
desisto da agenda. nem olho, pra afastar a culpa.
agora falta pouco demais pra se preocupar com isso.
e quando a vida deixou de ser noticia?
os emails ficaram escassos e as novidades couberam em duas ou três frases?
quando foi que o olhar mudou? e o exterior passou a ser do outro lado?
provavelmente no mesmo momento em que a cabeça acalmou. quando o corpo permitiu e o coração aceitou.
talvez numa quinta feira à tarde, antes do sol se por. ou no acordar de um domingo nublado, depois de tomar café.
não vou procurar. deixa ele ali, o tal momento. no lugar dele.
em algum lugar desses 15 meses.
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e recomendo. em ordem de preferência.
às vezes eu tenho certeza de quem eu sou. do meu lugar no mundo, das minhas posições, opiniões, participações. tenho claro do que preciso e do que gosto. o que eu quero e o que me é dispensavel. sei de onde eu vim e pra onde quero ir. sei mesmo o que fazer pra chegar la. sei o que represento e a minha exata importância pra cada um.
e às vezes... nada. me desaprendo. me perco, me confundo, duvido. não sei mais o que faz de mim unica. perco a importância, fico ali bem pequenininha, no canto sentada. pensando pra onde vou e porque quero ir. duvidando da minha posição, esquecendo das opiniões e sem a menor idéia de quem realmente eu sou.
é como construir um castelo de areia e no momento de colocar a bandeirinha na torre, bum. ele desmorona. ai é começar do zero. até a proxima onda.
dificil se construir, principalmente quando não se é feito de areia.
no caminho as folhas - amarelas - pelo chão. muitas, acumuladas na calçada, como se varridas para longe do meio fio.
sorrio e olho pra cima. as arvores, ex-donas dessas, sacodem seus galhos querendo espalhar suas cores pelo céu.
não era um amarelo-alaranjado, normal de outono. era amarelo-vivo, forte.
e a luz - amarela - que incidia dos postes tornava-as ainda mais evidentes.
satisfeita, caminho sobre as folhas e me aqueço no calor da cor delas. na esquina, o bar se enfeita com uma abobora de halloween. a vela acesa ali dentro, pra combinar com o clima.
na minha frente, caminha uma pequena bruxinha, de capa - adivinhem? amarela - pra deixar o conjunto ainda mais harmonioso.
surpresa com o que vejo, guardo o momento comigo. sigo o caminho, não de tijolos, mas de arvores amarelas. aprovo os sinais. acredito no poder do acaso.
e digo que sim, existe calor no frio.
os itens dessa semana:
frio
sol
aulas
encontros
fondue
festa de aniversario.
espero que ainda tenha:
filmes
mais encontros
telefonemas
leituras
e sooooono bem dormido.
até depois então.