um post sem fotos, ja que estou no computador do trabalho.
mas não posso deixar de registrar que hoje, 21 de maio, eu e denis completamos dois anos de casamento.
=)
ou: refletindo sobre o que estaria acontecendo comigo...
semana passada eu cai na rua pela segunda vez em menos de dois meses. cai estatelada no chão, daquelas coisas que todo mundo na rua para e olha. e te pergunta se tu ta bem, so pra te deixar ainda mais constrangida. na primeira vez eu ralei o joelho direito. na segunda, o esquerdo. ao menos nisso eu sou coerente...
o pior é que doi muito e fica roxo. e fica uma marca que não sai. a da direita é redonda, a da esquerda é uma diagonal. nada lady.
e então na mesma semana estou em casa, em uma rara manhã de folga. na tv esta passando barrados no baile e eu estou vendo tudo de novo pela milésima vez, é obvio. é o episodio de despedida da andrea, que vai embora de beverly hills e do seriado, com direito a flashbacks emos e tudo mais. e então eu sinto uma lagrima escorrer dos meus olhos. hein??!!
o tempo que falta é aquele que eu não tenho. e o tempo que sobra é o que eu não controlo.
em meio a tantos blogs, num deles achei esse trecho de um texto da Lucia Fonseca, chamado "Outono, Primavera, Coração". preciso achar o resto dele. afinal, foi feito pra mim ;)
"Uma das coisas de que Roberta tinha medo era de que, à medida que fosse falando, falando, levantando camada após camada as máscaras e vestidos de princesa, no final, não houvesse nada dentro dela. Como numa cebola, teriam levantado túnica sobre túnica, e não encontrariam um caroço, um núcleo que ela pudesse reconhecer como: 'isso sou eu'. Mas, à medida que prosseguiam na exploração subterrânea, foram não só levantando as camadas falsas, mas também descobrindo as verdadeiras, os sedimentos de terrores e imagens ocultas, as fantasias, raivas e culpas inocentes que eram, afinal, ela mesma; as túnicas eram a própria cebola.
(...)
Era já Roberta por dentro e por fora, a vísceras adquiriram o direito de ser, já não temia o lado do avesso. E esse avesso, incorporado e aceito, deixou de gritar para ser ouvido, deixou de transbordar aos surtos, reconhecendo-se em peso e ouro, lastro precioso e íntimo."
(Outono, Primavera, Coração de Lúcia Fonseca)