esqueçam a poesia do post anterior. definitivamente, o céu decidiu que não vai abrir por aqui. continua tudo cinza, desde segunda-feira. parece até inverno, com a diferença de que no inverno a gente sabe que vai ser assim e não cria expectativas. agora, no VERÃO em que estamos, é muito decepcionante acordar todo dia esperando ver o sol azulzinho e nada... so camadas e camadas de nuvens cinzas e gordas e pesadas e chatas. hmpf!
e pra piorar, a chuva tem hora marcada em paris: todos os dias, na hora em que eu volto pra casa do trabalho. pode ter certeza, no que eu subo "a rampa" na saida do metrô começa a chover!
foram dias de céu carregado, escuro, pesado. dias cinzas e lentos. fez frio. foi nesse clima que hoje, no caminho de casa, ouvindo musica e cantarolando baixinho, olhei pra cima. as nuvens continuavam la. mas em um dos lados, o céu se abria. timido e azul. um pedacinho de cor tentando transbordar o cinza. pra me lembrar que assim se sucedem as fases.
e que não importa o quão pesada seja a tempestade, o azul do céu vai estar sempre la, esperando a hora de abrir o arco-iris e trazer o sol pra iluminar tudo outra vez.
o que fazer quando o adeus foi dado antes do reencontro?
o que sentir quando a distância não permite a troca de um ultimo momento?
o que pensar quando a luz se apaga e, junto com ela, leva embora uma parte da gente?
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um lugar onde não se entende nada do que falam, onde aprendemos a ler um novo alfabeto, onde as pessoas falam alto, onde as aguas são cristalinas, onde os telhados são azuis - mas nem todos, onde a acropole vigia a capital, onde existe pobreza e riqueza lado a lado, onde andamos de barcos, onde o sol se põe espetacularmente belo, onde comer é mais barato, onde comer é muito bom, onde ruazinhas se cruzam em casas brancas, onde existem flowers in the windows, onde os gatos passeiam tranqüilamente, onde tem tanta cultura e historia, onde pisamos em areias negras, onde sentimos o vento no rosto, onde um vulcão dorme em ilha, onde gaivotas procuram por peixes, onde azul e branco estão por toda parte, onde se toma ouzo e se come azeitonas, onde se diz efkaristô, cali mera e cali spera achando que ja domina a lingua e entende tudo dessa grande mistura de cultura milenar e turismo capitalista que consegue, no final, ser um mistério maravilhoso a desvendar.
foram semanas de extremos. pelo sim e pelo não, pelo bom e pelo ruim.
e justo por isso, foram semanas de silêncio.
e dessas, a ultima foi a viagem.
7 dias de férias. de mar. de praia. de novidade. de monumentos. de historia.
7 dias pra pensar. pra aprender. pra entender.
e pra voltar com tudo isso na bagagem.
e recomeçar. com boas noticias. e lembranças.