a rapidez com que passam os dias é acentuada pelo prazer de estar com as pessoas queridas. a correria justifica os desencontros, os não-encontros e os encontros desmarcados. ja os que aconteceram são aqueles que fazem tudo valer a pena. isso é o que importa.
a vontade é de congelar esses momentos especiais. então revivo tudo na memoria pra não deixar escapar, nem mesmo um segundo, conversas, olhares, risos e abraços. e isso é lembrança.
a distância me ensinou a valorizar a presença junto à familia. ver como eles me conhecem bem e como ainda são aqueles que eu sei de cor. e isso é bom - sentir-se parte.
a estranheza e a familiaridade com o lugar se misturam e não se explicam, como se paris e pelotas não pudessem coexistir. fico no meio termo e procuro não julgar. agora é assim. isso é transição.
a despedida é dificil, na hora da partida a angustia aumenta e o choro vem facil. tento explicar que não estou triste por ir embora, fico triste por dar tchau. e isso não é a mesma coisa.
a tristeza é deixar de fazer parte. e isso é um ciclo.
é sempre assim. percebo que ja estou pensando do outro lado quando sonho que estou la. esse ano o denis sonhou primeiro. comentou comigo no mesmo dia em que a giu perguntou se eu ja estava com o pensamento la.
e eu disse que - ainda - não.
mas na noite seguinte, la estava eu. com aquela mesma sensação de "como eu vim parar aqui?" e a certeza de que aquilo tudo era real.
pois sera. em quatro dias.
incrivel como a mente chega antes, talvez junto com as energias.