
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep to dust
Melt me down
Into big black armour
Leave no trace of grace
Just in your honour
Lower me down
To culprit south
Make 'em wash a space in town
For the lead
And the dregs of my bed
I've been sleepin'
Lower me down
Pin me in
Secure the grounds
For the later parade
*****
cat.power.the greatest.
Afogar as angustias em mergulhos profundos no absurdo da mente. Reviver as cenas de um futuro tardio que me impede de ser hoje quem não mais serei amanhã. Sentir o pulso acelerado, a cabeça e o coração à mil dentro de um corpo que continua inerte. Escrever listas de planos pra anteontem. Piscar os olhos para um ano que passou do avesso. Juntar as pistas para que a mudança, tão necessária quanto urgente, não tarde a acontecer. Assim como os versos de uma musica, que perdeu o ritmo antes de ser cantada. Como a bailarina, que perdeu o fôlego antes da ultima dança. Como a flor, que murchou antes de perfumar.
Preocupar-se com o futuro é tão inútil quanto chorar o passado.
E entender essa frase é tão difícil quanto ignora-la.
os dias têm sido nublados e chuvosos por aqui. a temperatura ainda não caiu muito, mas a previsão é de que o frio chegue com força na semana que vem.
enquanto isso, me organizo na retomada da rotina. em meio à preparação da viagem, da espera dos ilustrissimos hospedes e da retomada das aulas, aproveitei pra passear no centro e ver as vitrines, pra visitar os amigos e matar a saudade, com direito à atualização dos acontecimentos na nossa ausência.
nesses dias, também, resolvi prestar mais atenção no disco novo da vanessa paradis. descobri que eu gosto, e mais, gosto de varias das anteriores dela. e os videos no youtube me levaram aos de serge gainsbourg, o qual redescobri gostando mais ainda. enfim, uma fase "chanson française".
e tudo isso pra dizer que me diverti assistindo o video de "joe, le taxi", quando a vanessa paradis era bem novinha. ri horrores lembrando da versão em português da angelica "vou de taxi", a qual não tem nada a ver com a letra original, que é sobre um motorista de taxi que dirige por ai ao som da rumba e do mambo. mas ta. pra quem quiser ver:
e aqui, o video de Divine Idylle, do disco novo:
e ao chegar uma - estranha - familiaridade toma conta. sei onde estou, no meu lugar.
em um paralelo com a primeira chegada, de dois anos atras, me vejo crescida. ou talvez seja a cidade que ja tenha o meu tamanho.
frio e uma tarde de sol que vai embora logo. ao entrar em casa é como se toda a viagem tivesse sido um sonho.
sentimentos que traduzem pensamentos me permitem inclusive uma analise psico-araque: o medo do avião na ida não existiu na volta. pois com toda a saudade e a vontade de estar perto de queridos, a verdade é que - hoje- é aqui que me sinto tranquila. é aqui que eu me oriento. é aqui que eu moro. é aqui que eu vivo.
e com uma nostalgia do que ainda não terminou, me vejo encantada novamente. espero por um natal com neve e todos os tipicos possiveis. sera o ultimo deles com frio. a contagem dos ultimos no hemisfério norte começa, como no sabado iniciou o ultimo mês de dezembro.
mas nem isso agora me deixa triste. os fatos se apresentam e eu aceito. encaro. observo. não luto contra, não reclamo, não nego. vivo. talvez esses dois anos tenham me mostrado que de nada serve a ansiedade. e que o que importa é o tempo-presente.
chego aqui com a certeza de que sei onde estou - e não geograficamente.
sendo eu mesma, tenho certeza: estou no meu lugar.